| CONSTRUÇÕES
DO SEC. XIX: LEGITIMO COLONIAL BRASILEIRO
A
casa-sede da Fazenda Dona Carolina
foi restaurada internamente e pelas
suas linhas exteriores se pode apreciar
um raro exemplar de uma construção
do século XIX. Sobre a porta
principal há uma data: 1872.
Mas alguns especialistas que visitaram
acham que essa é a data de
uma reforma que consolidou a casa.
O tipo e a forma dos materiais mostram,
segundo eles, que a construção
teria efetivamente sido realizada
30 ou 40 anos antes.
As paredes são de taipa, semelhantes
ao muro que pode ser visto próximo
da recepção, entre os
prédios das suítes e
dos apartamentos. Fazia-se uma espécie
de forma de madeira, na qual se jogava
o barro, pisado pelos escravos até
adquirir dureza. Aí a forma
era colocada mais acima e a operação
se repetia. No muro de taipa vêem-se
claramente as camadas sobrepostas.
As telhas eram literalmente "feitas
nas coxas". O grupo se ajoelhava
na frente da mina de barro com um
joelho no chão e cada um moldava
a telha na outra perna. As telhas,
evidentemente, têm tamanho os
mais variados.
Há outros prédios que
fazem parte do conjunto colonial:
a antiga Tulha, onde café era
beneficiado e armazenado, hoje abriga
o Centro de Convenções;
a antiga casa do administrador "Seo"
Oscar foi transformada em um restaurante.
Os dois foram construídos no
final do século, quando já
eram usados os grandes tijolos que
eram feitos antigamente. Muitos deles
podem ser vistos nos pisos dos corredores
e da piscina. Pouco mais novo, já
do inicio deste século, é
o Salão das Cavalariças,
lugar onde ficavam os cavalos, que
hoje é sala de estar e leitura.
A igreja de N.S. da Conceição,
recentemente restaurada, tem uma data
acima da porta principal: 1898.
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